Mosquitinho traiçoeiro me pegou desprevenida.
Me picou, me deixou de cama , com febre e com vertigens .
Levou embora meu apetite , meu paladar… e acentuou minha impaciência.
Meu corpo não queria ficar em pé…, mas cama, ele também não queria.
O telefone não parava de tocar e eu nem queria falar…
Todo mundo dizendo:” se precisar de algo, é só gritar”… mas ninguém entendia que eu não tinha voz e nem ânimo pra chamar.
Ficar doente sem mãe para paparicar… perde a graça e o charme…
pois não tem suco de laranja, biscoitinho de polvilho e muito menos bolinho de chuva…
só dores no corpo e fisgada na alma…
Uma amiga me disse : - que nesses momentos de repouso forçado é bom pra pensar -….
Mas pensamento não vinha…
Só o corpo que doía só ele que gemia…
O pensamento escapolia.
Aedes aegypti
5 Maio, 2007 por Mi*

Se o pensamento foge e a dor fica, se falta bolinho de chuva e força pra gritar, virei sem me chamares, pois ouço seu grito contido por entre minhas veias pulsantes.
Cadê a minha flor?
Mas melhorou, né?
Lembro-me que, com 14 ou 15 anos, meu maor desejo era ser preso numa daquelas cadeias euroéias onde os presos ficam em celas individuais, deitado o dia inteiro, sem nada pra fazer. Muito tempo pra pensar…
Um beijo, Milene!
eu queria ser vizinha pra cuidar de vc e do seu pai.
e fico triste, por saber disso só agora.
=[