Por que não me canso de lembrar?
Da mentira que inventei e da imagem que eu criei.
Já não era pra doer tanto.
Nem verdade foi!
Amei um vulto uma miragem,
na qual projetei meu arco-íres.
Amizade somente minha!
Inventada sonhada.
Dei-me tanto…
ao ponto de compartilhar meus pés de bairro..
Nesse mundo só de aparências e de imagens perfeitas.
Fui humana …doei-me nas minhas inúmeras contradições.
Mas tudo em vão, pois como diria Adélia Prado “Meu bem não leu, não escreveu, não disse essa boca é minha.”
Nem se quer olhou pra mim.
Agora restou apenas uma dor fininha que parece não ter cura…
e um medo estranho de lançar-se na vida de coração aberto.
Aí… como estou patética!
“Sumiram-se os pontos de reticências, o tempo secou o assunto”. Guimarães Rosa
“Suas lágrimas corriam atrás dela como formiguinhas brancas” Guimarães Rosa
A imagem é mais real que o fato
E dói mais desfaze-la dela do que supomos.
E isso não é patético, é humano!
Amo-te
Agora que entendo melhor, sei que faz o certo ao constatar que foi humana…
Beijão!
Miloca,
Seu coração é muito grande e aconchegante para se submeter a um “medo estranho”.
E o seu vermelho é mais forte que isso, pode acreditar!
=)
Beijos
eu me vi diante a um espelho agora.